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Quantas voltas a vida dá E nos joga de cá pra lá, de lá pra cá. Uma hora de um lado, outra hora de outro Vira e nos faz mudar de novo
É a magia do romance que os encanta e transforma o que até então era normal.
O que eles querem? O que eles temem? O que eles sonham? O que eles sentem? Vozes sutis, quase em sussurros, que imploram. Mas ninguém os ouve, parecem mudos, ou seria o outro lado surdo? Ninguém os olha, ninguém os nota, ninguém os sente, ou os conforta. Ignorando uma verdade, quase maquiada.  Do outro a mágoa, a urgência e o apelo. Com esperanças perdidas, em corações travados. Em um desespero que corre a alma e grita no silêncio de suas lágrimas. Na frieza de seu sono o mistério se alastra. Bem no fundo de seus olhos brilha o medo.  A dúvida da vida é um segredo. Quantos dias mais vão esperar, Quantos danos o mundo ainda pode lhes causar. Por vezes vistos como adultos e não como crianças, Suas necessidades tornam-se esquecidas.  Rostos tão puros, sem culpa, sem pelejar. Só querem o abrigo, o carinho, o sorriso que qualquer poderia dar. 
Por muitas vezes a gente sente falta do que nunca teve, sonha com o que nunca viu, pensa no que nem viveu. Uma ilusão que teima em nos envolver. E as vezes até esperamos algo que nem sabemos o que.
Acredito no amor que dura; Acredito no amor que cuida e até mesmo no amor que cura. Acredito no amor de filmes, nas histórias tortas; Que no final ardem e encantam. Acredito que as pessoas precisam do amor, do carinho; Mesmo quem não nota. E, acima de tudo, precisam do companheirismo. Dos sorrisos bobos, das mãos dadas, da parceira, do ombro amigo; O que tem real valor. O que foi esquecido, mas jamais será perdido.
Somos criados por sonhos que se expandem, por medos que se alastram, por desejos que não se calam, por receios que nos travam, por segredos não declarados, por momentos que se acabam, por fantasmas que não agridem e por memórias que nunca se apagam. Somos cúmplices de uma mente que cria e fantasia. Somos acostumados com o quem nem foi questionado. Somos culpados pelo que não vivenciamos. Somos frutos de um ideal que não controlamos.
Estranhos olhos se cruzavam, dedos se entrelaçavam, lábios se tocavam. Estranhamente se envolviam, se admiravam. Uma descoberta. Um estranho encantador. Em suas mentes a euforia se espalhava, dominando; Se entregando a cada parte do corpo; Em uma mistura delicada. Trazendo uma nova ideia, cheia de vida. Histórias a imaginar. Uma esperança. Uma dúvida. Nenhuma certeza exposta, mas tantas ocultas; Quem sabe, um dia, possam desconfiar. Em um misto de sensações, no balanço agitado da batida de seus corações.