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Mas ele só queria um pouquinho de paz no coração. Um abraço apertado, um aconchego que transpassa a razão, e se apega a emoção. A sensação de se elevar parado. Batimentos aumentando e em seguida se acalmando. Toques suaves, dedos entrelaçados Sem se importar com o calor que sentia. E em um encontro, nunca esperado, então a via. Trazendo a tona um novo sentimento, inspirando cada momento Em uma magia que tocava a alma. Como uma doce canção se arrastava. Brotando sorrisos inesperados, Singelos e incontroláveis. Tão espontâneo como o pensamento que pausava. Olhares fixos, com um desejo preso, O apelo de parar o tempo que corria sem se importar. Se perdendo na alegria que já não precisava justificar, Em meio a um sonho do qual não mais queria despertar.
E que do lado de lá seja então diferente... Mais calmo e aconchegante, Ao mesmo tempo acalorante. Que seja imenso, intenso. Constante. O inteiro esperado, Com surpresas a somar. Que vá além de qualquer barreira, E traga sorrisos pra iluminar. Que seja repleto de caminhos distintos, Desafios e oportunidades, Consquistas a alcançar. E que não faltem, nem por um momento, abraços amigos Para envolver e acalmar.
Chega uma hora que a gente precisa mudar. E nós sabemos que a mudança até mesmo já começou. Mudaram os gostos ou até os pensamentos, mudaram os sonhos, os desejos, os encantos, as vezes os apegos, mudou a nossa vibração. Mudamos sim, mas não mudamos por alguém ou porque o mundo disse que devemos mudar. Mudamos por nós. Mudamos porque é a nossa vida. Porque sabemos que chegou a hora e que não dá mais para escapar, fingir que não se quer, desconversar, despistar, forçar o sorriso onde não se consegue mais tentar. E até da um pouco de medo, mas a gente vai, mesmo assim, a gente vai, em frente, vai de frente, encarando o que vier. Tentando manter  o orgulho no peito e o sorriso no rosto, mesmo que em alguns breves momentos seja preciso o forçar. Porque a gente sabe, no fundo, a gente sabe que é o melhor que podemos dar, é o melhor que podemos fazer. Sabemos também que é exatamente o que temos e devemos fazer, o que queremos fazer. Porque mesmo que as vezes pareça confuso ou...
O anseio da liberdade era constante, inquietante. Pulsava de forma vibrante. Buscando fronteiras no desconhecido. Alguma forma de derrubar as barreiras que tendiam a travar e desafiar.
Distantes em mente mas não em corpos, E ainda assim não se reconhecem. Quase estranhos Nem um pouco entrosados, Ou se quer em vibrações semelhantes. Não se ouvia risos nem lágrimas, Perdidos na frieza constante e diária, Onde o calor e os abraços já não mais se mostravam. Uma distância invisível de barreiras mentalmente criadas. Distantes em corpos mas não em mente. Tão conectados em alma que quase se tocavam. Uma cumplicidade inesperada, Que lentamente dominava. Sorrisos constantes e incontáveis, Descobertas diárias, segredos compartilhados, Os entrelaçam. Mais envolvidos do que imaginavam ser possível, Tornam-se próximos tamanha a sintonia. Tão perto, sem perceber. Tão longe, sem querer.
A complicação depende diretamente de nossa mente, de nossos pensamentos, nossa vontade, nossos medos. Quão complicado quisermos, será. Não que o desejo transforme tudo para que seja possível. Não que a vontade nos faça alcançar. Mas o querer transforma a forma da abrir os olhos, a forma de enxergar; Enquanto o medo põe no caminho lombadas, que nem vimos como ali foram parar. São essas as barreiras que mais nos param, que mais nos travam e mais tendem a nos derrotar. A luta quase sempre é menor do que a mente imagina, se nos deixarmos enfrentar.
...E de tanto observar a simplicidade que havia nas crianças, resolveu se entregar a loucura de tentar imita-las. Passou a ver além e enxergar belezas aonde nem imaginava. Sentiu brotar uma alegria sutil e dominante, sem requerer qualquer explicação. O sorriso era fácil e se deixar levar era automático. A simplicidade reinava. De tão leve que ficou essa loucura, já não mais poderia ser revogada.